PORTONAVE – Operação apreende quase uma tonelada de cocaína


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Cocaína. Nova apreensão levanta novamente discussão sobre fiscalizar 100% dos contêineres – Divulgação/JN

 

Ação conjunta entre Receita Federal e Polícia Federal resultou na apreensão de mais 944 quilos de cocaína na Portonave. A apreensão aconteceu na manhã de segunda-feira. A droga estava dividida em 850 tabletes. A Operação Integração Portuária foi motivada pelo aumento de apreensões de drogas em contêineres brasileiros destinados à Europa.

Somente neste na, esta já é quarta apreensão de drogas em quantidade significativa no porto de Navegantes. A primeira ocorreu em maio deste ano e as duas anteriores, nos dias 10 e 17 de outubro. A quantidade de cocaína interceptada este ano no porto de Navegantes chega a 3,1 toneladas. Todos os carregamentos tinham como destino a Europa.

Ao contrário das três apreensões anteriores, em que a droga estava bem disfarçada em meio a cargas de blocos de granito, bobinas de aço e abacaxis em calda, desta vez os 850 tabletes de cocaína estavam em sacolas de viagem. Elas estavam dispostas dentro de dois contêineres, em meio à carga de madeira. O destino era o porto de Antuérpia, na Bélgica. As cargas não eram do mesmo exportador das flagradas anteriormente e a madeira estava em nome de duas empresas distintas.

Em nota, a Receita afirma que as organizações criminosas, dedicadas ao contrabando e ao tráfico internacional de entorpecentes, têm preferido não só o Porto de Santos-SP, recordista em apreensões, mas também o Porto de Navegantes. O motivo da escolha desse porto é que os mesmos navios que operam em Santos também operam nos portos catarinenses. Para a Polícia Federal, essa migração das drogas de exportação pode ser resultado de medidas implementadas no porto paulista. Entre elas, a vistoria de 100% das cargas de exportação. A aplicação da mesma medida na região está em discussão.

Para representantes do porto, essa fiscalização total inviabilizaria o trabalho portuário. As cargas demorariam mais para serem liberadas, atrasando o trade.capa-secundaria-3

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