INSEGURANÇA – Assalto à luz do dia deixa marcas na vida da vítima


Insegurança. Mulher levou golpes na cabeça e nas costas durante assalto na beira-mar - Jean Knetschik/JN

Insegurança. Mulher levou golpes na cabeça e nas costas durante assalto na beira-mar – Jean Knetschik/JN

A dona de casa Maria (nome fictício para uma vítima real), caminhava tranquilamente pelo deck da praia quando foi assaltada ao final da tarde de quinta-feira. Ela foi agredida por dois rapazes e agora não consegue mais viver a vida tranquilamente. Quando está na rua e percebe alguém correndo, logo imagina que pode ser mais um assalto. Sair de casa com a filha para caminhar pela praia, mesmo acompanhada pelo marido, também está difícil.

Ela passava próximo à sede da empresa Minister, quando foi abordada por dois homens que pediram seu celular. Como acabara de passar por várias pessoas e forte movimento na rua, pensou que houvesse alguém observando e se negou. Ela então levou golpes na cabeça, foi derrubada de joelhos no chão, tomou mais socos nas costas enquanto um dos agressores procurava o aparelho.

Os bandidos só a deixaram em paz quando uma motorista parou o carro do outro lado da rua. Eles se assustaram e fugiram sem conseguir concluir o roubo. Com ajuda da motorista, Maria chegou em casa. Ela e o marido, José (também nome fictício para não expor a família) telefonaram para a PM que, prontamente, iniciaram buscas na região. “A polícia nos atendeu muito bem, até hoje ainda mandam fotos na tentativa de reconhecermos os assaltantes”, conta José.

A indignação do casal é para com a insegurança que paira na cidade. Depois desse fato, ficaram sabendo que um vizinho tinha sido assaltado na esquina de onde moram há pouco tempo. Maria não consegue mais levar a mesma vida. Na mesma noite do assalto, não conseguia dormir direito e acordava chorando. Hoje, não pode escutar um barulho do lado de fora que fica apreensiva.

“Quando falamos para algumas pessoas, parece que banalizaram porque falam ‘mas foi só isso”, observa Maria. Segundo José, hoje uma mulher não pode mais andar sozinha na rua por conta dessa insegurança toda. “Onde está a secretaria de segurança”, questiona José.

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