POLÍTICA – Prefeito fala sobre 8 anos de governo


Prefeito: Roberto Carlos de Souza deixa a Prefeitura após 8 anos

Prefeito: Roberto Carlos de Souza deixa a Prefeitura após 8 anos

POLÍTICA – Prefeito fala sobre 8 anos de governo

 

Em entrevista exclusiva, o prefeito Roberto Carlos de Souza falou sobre o que marcou de bom o seu governo e também problemas que ficaram para o próximo governante.

 

Jornal de Navegantes: Quando se fala dos principais feitos dos 8 anos, o senhor não cita a macrodrenagem.

Roberto Carlos: Quando falo das ruas que pavimentamos, incluo a macrodrenagem, mas realmente nunca citamos tudo. Navegantes sempre sofreu com sérios problemas de alagamento e esperamos ter solucionado todos, seja no Centro ou no bairro São Paulo. Com essas obras também contemplamos as ruas com uma pavimentação de qualidade.

 

JN: Qual a conquista mais difícil de todas nos seus dois governos?

RC: A via portuária. Era uma obra difícil com um recurso altíssimo e só recebíamos não do governador. Cheguei a brigar com o governador da época, o Luís Henrique, mas vencemos essa briga depois que o Pavan entrou. Sem essa obra, posso dizer que Navegantes hoje estaria parada, sem podermos entrar ou sair da cidade com um acesso precário.

 

JN: Quais investimentos destaca na saúde?

RC: A construção da policlínica do Machados. Estou satisfeito com os investimentos na parte estrutural. Fizemos a UPA, estamos ampliando o hospital, o posto da Meia Praia, além do que foi feito e os vários centros criados como o da mulher e do homem e o Cefir. Mas precisa evoluir ainda em atendimento à comunidade, essa dinâmica da saúde. A cada ano, a saúde demanda muito investimento e muitos recursos.

 

JN: Mas ainda há um grande problema a ser resolvido que é o hospital, prova disso foi a greve de dias atrás.

RC: O hospital possui dificuldades comuns a todos os hospitais e mais algumas que são peculiares a Navegantes. No caso da greve, os funcionários não receberam o salário porque a empresa não tinha as CND e o município conseguiu resolver a greve em 18 horas. Por se tratar de uma licitação, não temos condições de escolher a empresa que fará a administração do hospital. Hoje temos dificuldades em transformar o local num hospital viável. Precisamos criar essa viabilidade econômica e isso só será possível com a obra de ampliação concluída. Deixarei a Prefeitura com todos os convênios assinados. Inclusive segunda-feira, dia 12, temos o último convênio a ser assinado no valor de R$ 1.107.339,78, destinados à parte elétrica, gases medicinais e climatização. Temos mais R$ 1 milhão em obras físicas sendo executado agora.

 

JN: Ao apagar das luzes do seu segundo mandato, o senhor agora teve o nome vinculado à lista da Odebrecht que foi vinculada durante a Lava-Jato. Como tem lidado com isso?

RC: Eu não recebi esse recurso que eles alegam. Não conheço ninguém que tenha recebido aqui da cidade. A maioria da lista é de gente grande e a Odebrecht nunca fez nenhuma obra na cidade. Se eles tivessem feito uma patente, mesmo que custasse só R$ 10 mil, o povo ia cair de pau, mas eles nunca nem taparam um buraco. Por isso eu não me preocupo com isso porque não tem nada.

 

JN: Em oito anos, uma das situações que o senhor não conseguiu resolver foi o transporte público.

RC: Foi a única coisa que não consegui fazer. Queria fazer muito mais, queria ter feito também a melhoria no caminho pro aeroporto, mas a questão do transporte coletivo era algo que eu tinha mirado desde o início. Houve muitos bloqueios e suspenderam as licitações e eu não consegui fazer. Mas não imaginei que faria outras coisas como a reforma na orla da praia, a macrodrenagem, calçar 450 ruas, melhorar tanto a educação e a saúde. Na saúde, na fisioterapia, por exemplo, funcionava em uma salinha com uma maca e uma bola. A saúde ainda não está aquilo que sonhamos, mas deu um salto e precisa continuar evoluindo.

 

JN: O senhor será candidato a deputado estadual?

RC: A região precisa criar juízo. Não é possível que uma região como a nossa não fazer um planejamento. Não é pensar só em partidos, mas em representatividade. Temos 400 mil eleitores e só um deputado estadual e nenhum federal. Temos um encaminhamento político errado e as pessoas votam equivocadas, sem dar preferência aos candidatos daqui. Os partidos precisam chegar a um acordo e lançar só uns 5 candidatos a deputado estadual e 3 a federal, no máximo. Precisa fazer também campanha pelo voto regional. Temos partidos fortes na região como o PMDB, PSD, PP, PSDB, PDT, PP e PSB. Precisa de um acordo entre eles, pois se todos indicarem dois candidatos pulveriza os votos e ninguém se elege. Eu tenho um projeto a deputado estadual. Se eu fosse de Itajaí, pleiteava uma candidatura a federal, mas Navegantes primeiro precisa ter um deputado estadual.

 

JN: Antes das eleições o senhor cogitava deixar o partido caso Pavan e Anna não se elegessem. Isso se manteve?

RC: Primeiro vamos conversar dentro do PSDB. Precisa ter um entendimento dentro do partido. Temos nomes que desejam ser candidatos como eu, a Luzia, o Pavan e a Anna. Não tem espaço para quatro. Mas eu recebi convites do PSD, PSB, PDR, PP e PR para ser candidato por eles. O momento agora é de conversa para se chegar ao melhor caminho. Tenho até outubro de 2017 para definir se fico no PSDB ou se saio do partido.

 

Foto: prefeito bob – Jean Knetschik/JN

Prefeito. Roberto Carlos de Souza deixa prefeitura após 8 anos

 

“Cheguei a brigar com o governador da época, o Luís Henrique”

 

“Transporte coletivo era algo que eu tinha mirado desde o início”

 

“Temos 400 mil eleitores e só um deputado estadual e nenhum federal”

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