TRÂNSITO – Motociclista recebe multas de cidade que não conhece


Multa. Moto da autuação e do casal apresentam diferenças visíveis como a cor e a traseira – Jean Knetschik/JN

Multa. Moto da autuação e do casal apresentam diferenças visíveis como a cor e a traseira – Jean Knetschik/JN

Leocádio Ferreira Barbosa Jr. e a esposa Indaia Lucimara Santos Barbosa compraram uma moto CG 150 há três anos. Eles se orgulhavam de nunca ter recebido nenhuma multa até o final do ano passado. Duas multas por excesso de velocidade foram registradas no mesmo radar da BR-280, em Guaramirim, em datas diferentes.

O detalhe da situação é que Leocádio e Indaia nunca estiveram em Guaramirim e sequer passaram por lá. Eles também afirmam que nunca emprestaram o veículo para ninguém. As multas datam dos dias 31 de agosto (quarta-feira) e 16 de outubro (domingo) do ano passado. A primeira às 6h14 e a segunda às 6h01.

“Imagino que a moto tenha sido clonada”, alega Leocádio. Eles procuraram a Polícia Rodoviária Federal. Segundo o casal, o policial que os atendeu disse que não poderia fazer nada a respeito. Ele também teria dito que poderia ter ocorrido um erro na leitura da placa pelo equipamento, se a placa estivesse apagada.

Pela foto da autuação, a moto em questão aparenta ser uma CG 125 vermelha, enquanto o veículo do casal é uma 150 amarela. Os piscas traseiros também apresentam diferença gritante entre a foto da multa e a moto do casal. Em ambos os casos, a multa foi por excesso de velocidade, um de 68 km/h, o outro de 70 km/h, em local onde a velocidade máxima permitida é 60km/h.

O casal apresentou cópia das multas e também dos recursos, os quais foram negados pela autoridade responsável. Leocádio procurou um advogado para tentar reaver o valor das multas, as quais foram pagas para renovar o documento do veículo. O processo sairia muito caro. “Vamos continuar recebendo multas desse cara?”, questiona. O superintendente do Dnit em Santa Catarina, Vissilar Pretto, está de férias e não foi encontrado para comentar o caso.

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