MALABARISTAS – Artistas de rua preenchem o semáforo com alegria


Malabares. Felipe faz malabares com facas há 10 anos - Jean Knetschik/JN

Malabares. Felipe faz malabares com facas há 10 anos – Jean Knetschik/JN

Quem passa regularmente pelo semáforo das ruas Conselheiro João Gaya com Juvenal Mafra, já reparou em algumas figuras diferentes. Eles são poucos. Alguns portam narizes de palhaço. Outros usam cabelos coloridos. Chapéus engraçados também fazem parte do figurino. São os artistas de rua.

Alguns desses malabaristas percorrem o Brasil levando alegria e cores a semáforos em cidades chatas e cinzas. É o caso de Felipe Valenzuela. O chileno mora no Rio de Janeiro há 7 anos. Entre idas e vindas do Chile, viaja com o dinheiro conquistado com muito suor, debaixo do sol forte e com as facas que manipula habilmente no ar.

Ele passou essa semana por Navegantes, a caminho do Chile. Pretende visitar a família e ficar por lá em torno de dois a três meses. Depois, talvez volte para o Brasil, talvez visite o Paraguai, um dos poucos países da América do Sul que ainda não conhece.

Valenzuela já atua no mundo do malabarismo há 16 anos. “Cidades pequenas, com mais malabaristas, fica mais difícil, mas ainda assim a receptividade que tive aqui em Navegantes foi muito boa”, comenta. Ele já chegou a ser impedido de trabalhar pela polícia em outros municípios.

No mesmo dia, dividia com ele o farol a artista Samury Campos. Natural de Goiânia-GO, trabalha há um ano com os malabares na rua. Nas costas, apenas a mochila com os pertences, brinquedos que usa no farol e água. “Introduzimos a ideologia do chapéu nas cidades. O público paga se gostar”, diz.

Na rua. Ideologia do chapéu é o pagamento pelo espetáculo - Jean Knetschik/JN

Na rua. Ideologia do chapéu é o pagamento pelo espetáculo – Jean Knetschik/JN

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *