RFCC – Uma entidade feita por voluntárias


Eliana Cabral. Professora aposentada assumiu a presidência da Rede Feminina em janeiro – Jean Knetschik/JN

Eliana Cabral. Professora aposentada assumiu a presidência da Rede Feminina em janeiro – Jean Knetschik/JN

Eliana Clementina Lopes Cabral, 57, assumiu recentemente a presidência da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A professora aposentada atuou durante 33 anos na escola Júlia Miranda, 11 dos quais como diretora. Ela é uma das fundadoras da entidade em Navegantes.

“Colocamos em prática um sonho da Daniela Pereira e da Claudianara da Silveira que tinham câncer”, destaca. Ela destaca o lado burocrático rígido a ser seguido e, mesmo assim, considera um trabalho gratificante. A primeira reunião ocorreu no dia 16 de setembro de 2009, com a instituição da rede em janeiro do ano seguinte.

Atualmente, cerca de 30 mulheres trabalham de modo voluntário na entidade. Os atendimentos envolvem pacientes que já receberam diagnóstico de câncer. “Houve casos até de homens com câncer de mama em Navegantes”, lembra Cabral.

A rede sobrevive com o bazar, o artesanato, doações e pedágios, entre outras ações. As voluntárias atendem junto ao CRHM (Centro de Referência ao Homem e à Mulher), no São Domingos. Ali há atendimento com médicos oncologistas e “uma equipe fantástica”, segundo a própria presidente da rede enaltece.

Elas auxiliam como podem, principalmente na hora de dar um apoio a um paciente com câncer. O apoio é importante, principalmente porque os homens abandonam as mulheres quando descobrem o câncer, na maioria dos casos. “Há homens que abandonam a família quando o filho é diagnosticado também”, observa a presidente.

Além da rede, Eliana faz parte da Ajan (Associação da Juventude Avançada de Navegantes), entidade esportiva, e do apostolado da oração, na igreja. A batalha da rede agora gira em torno da nova sede, sem deixar de lado o apoio aos pacientes.

“Com a sede, temos como lutar para ter uma enfermeira e até atendimento médico”, ressalta a presidente. Recentemente, ganhou equipamentos para montar uma sala, com cama ginecológica e maca. O objetivo é atender mais e melhor às pacientes. “O ajudar faz a gente se sentir bem”, finaliza.

 

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