TRÂNSITO – Semáforo do ferry boat tem causado filas na área central


Ferry boat. Longas se formam na área central quando chega o ferry – Jean Knetschik/JN

Ferry boat. Longas se formam na área central quando chega o ferry – Jean Knetschik/JN

Há mais de 10 anos, a cidade conta com um semáforo em frente ao ferry boat para controlar o trânsito da cidade. Tal controle cabe à própria empresa detentora do ferry, a Empresa de Navegação Santa Catarina. Nos últimos dias, várias reclamações chegaram até o jornal pelas filas que se formam na área central, especialmente nos horários de pico, por conta do sinaleiro.

Superintendente da Navetran, Joab Bezerra, lembra que o semáforo existe ali há mais de 12 anos e que os problemas de filas foram ocasionados com o crescimento da cidade. “A Prefeitura está fazendo um estudo, desde o ano passado, para erradicar a sinaleira”, destaca.

O que chama a atenção neste caso é que o controle do semáforo fica por conta da empresa que administra a travessia do rio Itajaí-açú. Segundo pesquisa feita junto aos órgãos competentes, não há lei que preveja o controle de um semáforo por uma empresa privada, como é o caso.

Wilimar Keller, gerente de logística da empresa, lembra que a solicitação partiu da própria Navetran, na década passada. “O funcionário está orientado a liberar assim que o último carro sai do ferry, para evitar filas maiores”, observa. Segundo ele, na época faziam a travessia cerca de 15 carros, hoje esse número subiu para 35, o que aumenta a demora do semáforo.

A empresa reconhece que não há lei que preveja o controle do semáforo, mas entende que é uma forma de evitar que a travessia pare ou que ocorram acidentes. A Navetran diz que, se a empresa não fizer o controle, teria que deixar um servidor no local apenas para isso, pois não há tecnologia autônoma para fazer a liberação de modo eficiente.

Para o motorista Ricardo Ribeiro, o problema precisa ser resolvido. “Eu uso o ferry e se demorar muito pra liberar forma fila do outro lado, mas também já fiquei plantado esperando liberar o semáforo. A empresa controlar o sinaleiro também não acho certo, tinha que ser automatizado, já vi semáforos inteligentes que poderiam resolver o problema, a exemplo de cidades como Curitiba”, comenta.

 

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