FILANTROPIA – Apae pode fechar sem apoio do poder público


Apae. Entidade contratou motoristas, mas corre o risco de fechar em dois meses – Jean Knetschik/JN

Apae. Entidade contratou motoristas, mas corre o risco de fechar em dois meses – Jean Knetschik/JN

Desde o início do ano letivo, a Apae de Navegantes está com déficit de atendimento por falta de funcionários. Tais colaboradores eram servidores cedidos pela Prefeitura. Desde que um TAC fora firmado ano passado, a Prefeitura alega que não pode mais ceder servidores. Para suprir essa falta de pessoal, a entidade contratou pessoas com recursos próprios, no entanto, só tem caixa para mantê-las pelos próximos dois meses e, depois disso, corre o risco de fechar as portas.

Em 2016, eram um total de nove funcionários cedidos, entre agente de educação, diretora, auxiliar de serviços gerais, secretário, motorista e auxiliar de motorista. Para suprir as necessidades e começar a atender os alunos, a Apae contratou por conta própria alguns desses profissionais. “Já comparecemos inúmeras vezes em reuniões desde o início do ano, requerendo a cessão de funcionários, no entanto, não obtivemos resposta”, destaca a presidente Ana Elisa Mamfrim Farias.

Segundo informações, a Prefeitura alega não poder ceder os funcionários devido um TAC firmado com o Ministério Público ano passado, o qual alegou que funcionários cedidos a outros órgãos estavam em desvio de função. A Apae entrou com uma ação na Justiça cobrando que a Prefeitura ceda os servidores.

Ainda segundo a Apae, a Prefeitura teria oferecido a possibilidade de um convênio com a entidade, onde repassaria os recursos e a escola pagaria tais funcionários. Mesmo assim, alguns encargos ainda ficariam por conta da Apae, como férias e décimo terceiro.

No momento, os recursos da entidade conseguem manter os funcionários contratados por dois meses, mais os encargos na hora de serem demitidos. A Apae é uma entidade que desenvolve trabalho junto a pessoas especiais do município, atendendo hoje cerca de 160 alunos/pacientes. “Fizemos isso para não deixar essas pessoas sem atendimento, mas se não obtivermos esse auxílio logo, teremos de fechar as portas”, completa a presidente. Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Procuradoria do município, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta sobre o assunto.

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