GRAVATÁ – Comunidade evita retirada de quartel dos bombeiros


Gravatá. Quartel dos Bombeiros Militares não deixa o bairro, mas deve ganhar nova sede – Jean Knetschik/JN

Gravatá. Quartel dos Bombeiros Militares não deixa o bairro, mas deve ganhar nova sede – Jean Knetschik/JN

No início desta semana, uma vitória foi conquistada pela comunidade do bairro Gravatá. O quartel dos bombeiros militares não irá mais deixar o bairro para ser instalado em Penha. A informação foi dada no mesmo dia por telefone pelo coronel Onir Mocellin, para o presidente da associação de moradores do bairro, Aimori de Souza.

O problema da retirada dos bombeiros no Gravatá surgiu ainda no ano passado. O quartel funciona no bairro desde 2009. “Esse posto está aqui porque a comunidade brigou pra ele estar aqui”, conta Camila Luchtenberg, ex-presidente e ainda membro da associação. No ano passado, uma conversa surgiu sobre a implantação dos bombeiros militares em Penha. O Parque Beto Carrero se comprometeu então a ceder um local para sede dos bombeiros. Com isso o posto seria transferido de Gravatá para Penha.

No Gravatá, o quartel funciona em uma residência cedida por um empresário. No entanto, o local foi vendido para uma construtora, a qual deu um prazo para a saída dos bombeiros. O prazo vence ao final deste ano.

Ainda no ano passado, entre agosto e setembro, a associação de moradores conseguiu junto à Prefeitura a liberação de um terreno para construção da nova sede dos bombeiros no bairro. O terreno fica em frente à UPA. No entanto, ainda não existe termo de cessão de uso do imóvel para que os bombeiros iniciem a construção do novo quartel.

Para tentar atender os dois lados, o comando sugeriu dividir a guarnição do Gravatá para atender Penha e Gravatá somente durante o dia. À noite, ambas fechariam. A proposta também não foi aceita pelos membros da associação que se reuniram na segunda-feira (17) com o prefeito Emílio Vieira, vereador Valmir César Francisco e integrantes do jurídico da Prefeitura, além do tenente Pacheco, representante dos bombeiros. Somente mais tarde, no mesmo dia, ficou decidido que o quartel não mais fecharia, mesmo que apenas parcialmente.

O espaço cedido pelo Parque Beto Carrero continua à disposição dos bombeiros, os quais irão deslocar bombeiros de outros quartéis para atender o local apenas durante o dia. Ainda não há previsão para funcionamento do quartel em Penha, visto que falta mobiliar o espaço. “Foi uma conquista da comunidade do Gravatá”, reconhece o tenente Fábio Luís Alves Pacheco, que irá comandar a corporação em Navegantes.

O fechamento do posto dos bombeiros à noite representaria uma perda para o bairro, visto que cerca de 40% das ocorrências atendidas pelos bombeiros no Gravatá ocorrem entre a noite e a madrugada. Somente este ano foram 135 atendimentos desde janeiro, sendo 54 nesse horário.

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