NAVETRAN – Moção de repúdio visa impedir contratação


Cirininho. Vereador propôs moção de repúdio para evitar contratação de comissionado – Maurício Daleffe/JN

Cirininho. Vereador propôs moção de repúdio para evitar contratação de comissionado – Maurício Daleffe/JN

Na segunda-feira, os vereadores aprovaram uma moção de repúdio na tentativa de evitar a contratação do jovem Júlio Bento, proprietário de uma página de Facebook. A moção era de autoria do vereador Cirino Adolfo Cabral Neto (PMDB), e foi subscrita por todos os vereadores.

O secretário de Segurança, Johny Coelho, já informou que a pasta não promoveu a contratação do rapaz. Algumas pessoas, durante a sessão, afirmaram terem visto o rapaz na Navetran ao longo do dia.

“Se a administração quer aparecer, que arregace as mangas e vá trabalhar. Esse cidadão é um caçador de like que ganha fama falando mal da câmara”, destaca Cirino. Ele disse que pressionar a Prefeitura para conseguir cargo público é vergonhoso e questionou quantas pessoas prestaram concurso público e processo seletivo e ainda aguardam serem chamadas.

Para Paulo Rodrigo Melzi (PSD), moção de repúdio é pouco. O vereador chamou Júlio de moleque e disse que utiliza a rede social para denegrir a imagem dos vereadores. Já o vereador Murilo Cordeiro (PT), disse que a Prefeitura mostrou o caminho para quem quer chegar a um cargo de confiança. “Me chamou de ladrão pelo fato de estar filiado ao PT. Me chamou de 171. Vou acioná-lo na justiça e ele vai ter que provar. Me humilhou aqui na câmara”, desabafou. Melzi ainda completou: “Ele só não será contratado porque houve esta mobilização. Se nos calarmos corre o risco de ser feita”.

Como não houve a contratação, o secretário de segurança preferiu não se manifestar para evitar polemizar ainda mais o assunto. O jovem Júlio Bento classificou a moção como perseguição pessoal por parte do vereador. “Eu publiquei na minha página um projeto que a meu ver iria onerar os cofres públicos e citei o nome de vereadores. A primeira vez que o Cirininho faltou à uma sessão perguntei para ele o porquê e disse que não iria passar informação para mim. Muitos me criticaram por conta de algo que não aconteceu. Eu apenas disse que se surgir uma proposta de trabalhar na Prefeitura vou aceitar, e que isso não é crime”, conta.

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