Confira os destaques da Coluna Política
ERRATA
Ao contrário do que foi publicado anteriormente, Joãozinho Matos não confirmou ter aberto mão de uma candidatura a deputado estadual em favor de Andreza, esposa do prefeito de Balneário Piçarras. Segundo ele, houve convite e diálogo político, mas não uma desistência formal com esse objetivo específico.
Cenário em análise
Joãozinho Matos afirma que, neste momento, a pré-candidatura considerada é a estadual. A possibilidade de disputar uma vaga à Câmara Federal está sendo analisada, mas depende da construção de pelo menos quatro apoios estaduais e de parcerias estratégicas. Caso o projeto federal avance, a decisão deverá ser tomada no início de março, após novas conversas e definições políticas.
Acordo sob defesa
O ex-prefeito Aquiles da Costa reagiu às recentes citações envolvendo a concessão de saneamento e saiu em defesa do acordo judicial firmado com a Águas de Penha. Segundo ele, o entendimento na época corrigiu um contrato considerado inviável e finalmente estabeleceu metas, cronograma e a obrigação clara de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Iriri. “Colocamos a concessionária para trabalhar”, afirmou.
Obra central sem cobrança formal?
Após analisar 41 ofícios enviados pela atual administração à empresa, Aquiles afirma que os documentos tratam majoritariamente de manutenção cotidiana, recomposição de pavimento, ajustes operacionais e questões pontuais, mas não identificou cobrança formal por eventual descumprimento do cronograma da ETE do Rio Iriri. Para ele, a estação não é detalhe técnico, é a estrutura central do sistema de saneamento projetado para o município.
Mudança de local levanta questionamentos
O ex-prefeito também questiona a insistência da Prefeitura na substituição do terreno destinado à ETE, área definida com base em critérios técnicos e homologada judicialmente. Ele alerta que qualquer alteração pode exigir novos estudos e licenciamentos, abrindo espaço para atrasos e possíveis impactos financeiros.
Responsabilidade e prioridade
Aquiles sustenta que saneamento não pode ser tratado como pauta secundária. Segundo ele, se houver atraso na obra principal e eventual aplicação de multas, alguém terá que responder. “Penha já perdeu tempo demais no passado. Não pode repetir esse erro”, declarou.
CPI aprovada por unanimidade
Com apoio do presidente Luciano de Jesus, a Câmara de Penha aprovou por unanimidade a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias envolvendo a Aegea Saneamento. A decisão sinaliza alinhamento do Legislativo em torno da necessidade de apuração dos fatos.
Reportagem nacional no centro da investigação
A CPI terá como base informações divulgadas pela imprensa, incluindo reportagem do UOL que aponta supostos pagamentos indevidos em contratos de concessão de água e esgoto. A matéria menciona Penha e relata que um ex-prefeito teria solicitado R$ 4 milhões para não criar obstáculos à execução contratual, acusação que ainda será objeto de apuração.
Papel fiscalizador
Durante a sessão, vereadores destacaram que, diante da gravidade das acusações, não há espaço para omissão. O entendimento é de que cabe ao Legislativo exercer seu papel constitucional de fiscalização, garantindo transparência e respeito ao dinheiro público.
Próximos passos
A Comissão agora inicia a fase de organização dos trabalhos, com levantamento documental, definição de cronograma e possível convocação de envolvidos para prestar esclarecimentos. A expectativa é de que os trabalhos avancem nas próximas semanas.
Bastidores em Navegantes
Após a divulgação da reportagem nacional que cita supostos acordos envolvendo a Aegea, o nome de Navegantes também passou a circular nos bastidores políticos. Nos corredores, comenta-se que eventuais tratativas mencionadas estariam relacionadas à gestão passada.
Foco em ex-integrante do governo anterior
O que se escuta, de forma ainda não oficial, é que eventual apuração poderia alcançar um ex-secretário da administração anterior, que teria mantido relação direta com representantes da empresa. Até o momento, não há manifestação formal ou investigação pública específica sobre o caso no município.
Cautela necessária
Diante do cenário, lideranças políticas defendem prudência. As informações divulgadas na imprensa tratam de delações que ainda dependem de comprovação judicial. Qualquer responsabilização exige investigação formal, direito de defesa e conclusão das autoridades competentes.
Desfile e resultado
A escola Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida o enredo em homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva, acabou rebaixada após a apuração. O resultado adicionou um elemento político a um debate que já vinha carregado desde a escolha do tema.
Avenida como vitrine
A homenagem foi vista por críticos como promoção pessoal em pleno ano pré-eleitoral, especialmente considerando que escolas de samba recebem recursos públicos. A discussão deixou de ser apenas artística e passou a envolver questionamentos sobre limites entre cultura e propaganda.
Recado das arquibancadas?
O rebaixamento não apaga a emoção de quem se identificou com o enredo, mas reforça o debate: Carnaval é espaço de expressão popular e também de julgamento. Na avenida, quem sobe ou desce não é só a escola. É a narrativa que está em jogo.

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