ACIN – Mesmo com menos crimes sensação de insegurança cresce


Acin. Polícia Civil e Militar expuseram dificuldades – Jean Knetschik/JN

Acin. Polícia Civil e Militar expuseram dificuldades – Jean Knetschik/JN

Relatório da Polícia Militar mostra que o número de ocorrências reduziu de 7030 entre janeiro e maio do ano passado para 6189 no mesmo período deste ano. Mesmo com a queda de 13%, a sensação de insegurança tem aumentado. Para tentar sanar o problema a Acin promoveu uma reunião na noite de terça-feira com responsáveis pelos órgãos de segurança na cidade.

Para o delegado Rodrigo Coronha, o principal problema da Polícia Civil na cidade é a falta de uma delegacia adequada. “Não temos uma cela, a vítima passa pelo bandido no corredor e se sente intimidada”, destaca. Sem um espaço adequado, pouco adianta a chegada de novos policiais. O delegado demonstra insatisfação e cansaço por trabalhar praticamente sozinho na cidade há 3 anos em condições precárias. “Se sair a promoção em agosto, vou embora porque não aguento mais”, desabafa.

As dificuldades da Civil respingam na PM, especialmente aos finais de semana. Com a delegacia fechada pela falta de pessoal, a viatura precisa levar o detido para Itajaí e fica lá pelo menos 3 horas. “Ficamos sem essa viatura e o tempo de resposta influencia nas ocorrência”, conta. Há falta de manutenção adequada das viaturas. Desde o ano passado, há tratativas para a criação do convênio da rádio patrulha com a Prefeitura, o qual ainda não saiu do papel. Do convênio de trânsito, a porcentagem de 25% para PM e Civil reduziu para 15% para cada uma. O restante vai para o caixa da Prefeitura.

Para o presidente da Acin, Rinaldo Araújo, a reunião visava justamente analisar esses problemas e tentar ajudar a resolver. “No que estiver ao alcance desta associação, podem contar conosco”, afirma.

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