SÓCIO-CULTURAL – Projeto leva jovens ao primeiro emprego


Thaís Britto. Família da jovem está orgulhosa pela conquista do primeiro emprego da filha – Jean Knetschik/JN

Thaís Britto. Família da jovem está orgulhosa pela conquista do primeiro emprego da filha – Jean Knetschik/JN

Desde 2009, a professora e coreógrafa Bianca Alcântara administra projetos de dança pela cidade. Há alguns anos, focou os projetos junto ao CEU das Artes, no bairro Nossa Senhora das Graças. O atendimento sócio-cultural passou para um novo nível este ano, com o encaminhamento de jovens para o primeiro emprego.

Uma dessas jovens é Thaís Gabrielli Britto de Quirino Ribeiro. A mãe fez aula de dança com Bianca no CEU antes das aulas serem encerradas para adultos. “Ela sempre foi muito próxima não apenas das alunas, mas das famílias como um todo”, conta Fernanda Britto, mãe de Thaís. “Uma segunda mãe para elas”, completa.

Ela conta que, antes do projeto chegar ao bairro, viu muitas menina se perdendo. Elas ficavam à noite pelas ruas. Hoje, não fazem mais isso. Tal comportamento mudou após a implantação do CEU das Artes. O desenvolvimento dos adolescentes no bairro, para Fernanda, se deu muito por conta desse envolvimento de Bianca com as famílias. “Não ia mandar minha filha sozinha se não conhecesse a professora. Só deixo porque é de confiança”, observa.

A busca por emprego para a jovem de 16 anos começou no ano passado. Ela foi em diversas lojas com currículo. Tentou ser encaixada também como jovem aprendiz, mas as negativas foram muitas por conta da crise. “Até em Itajaí ela foi atrás”, relembra a mãe.

A situação se agravava e o desânimo abateu Thaís até que, por meio do projeto Dançando Além do CEU (o qual já está na segunda edição), e da professora Bianca, conseguiu uma entrevista junto ao Ciee e foi encaminhada como jovem aprendiz para o Banco do Brasil no dia 29 de janeiro. “Estou aprendendo muita coisa. Cheguei na época de transferência da agência do antigo Besc, o que só aumentou o trabalho, mas agora já estou pegando o jeito”, conta. O projeto de dança é mantido por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

O exemplo de Thaís serve de incentivo para outros adolescentes que fazem parte do projeto sócio-cultural, o qual atende não apenas jovens do bairro, como de outros pontos da cidade. “Elas participam conosco na dança, mas chega uma hora que precisam buscar um emprego para ajudar em casa também”, conta Bianca. Por meio do projeto e parcerias com empresas, como o Ciee, somente este ano já foram encaminhados 28 jovens para o primeiro emprego com jovens aprendizes. Muitos que participam ativamente do projeto, outros que fazem parte da comunidade.

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