Confira os destaques da Coluna Política
Justiça enquadra e muda o jogo
A semana marcou uma virada clara na greve em Navegantes. O Tribunal de Justiça impôs limites ao movimento, restringindo a atuação dos grevistas e colocando a mobilização sob risco de multa pesada. O que antes era pressão direta passou a ser risco jurídico.
Adesão cresce, mas não sustenta
O número de grevistas aumentou e se aproxima de 180 servidores. Ainda assim, está muito distante dos cerca de 400 necessários para atingir o quórum previsto no estatuto sindical. Cresceu, mas não ganhou escala. E sem escala, não há força real.
Greve perde musculatura
Com baixa adesão e restrições impostas, o movimento perde capacidade de pressionar. Continua visível, mas já não é decisivo.
Descongela saiu da mesa
Nos bastidores, o cenário caminha para ser definitivo. A prefeitura aguarda parecer do Tribunal de Contas enquanto já opera próxima ao limite legal de gastos com pessoal, na casa dos 51%. A conta é direta. Se o orçamento já está comprometido, como ampliar despesas com o descongelamento de benefícios? A tendência é clara: ou o TCE exige ajuste estrutural, ou mantém o congelamento.
Lei 15.326 amplia o conflito
Outro ponto que pressiona a negociação envolve a aplicação da Lei nº 15.326/2026. O sindicato defende que servidores da educação, mesmo sem formação superior, passem a receber o piso do magistério.
Magistério, será?
A controvérsia está no enquadramento. Muitos desses servidores exercem funções de apoio, não de docência. E essa diferença é central do ponto de vista jurídico.
Impacto que trava a negociação
Se essa interpretação avançar, o impacto na folha pode ser ainda maior. Em um cenário já pressionado pelo limite fiscal, a ampliação do piso torna o impasse ainda mais complexo.
Negociação esvaziada
Com o principal ponto fora da mesa e novas pautas ampliando o impacto financeiro, a negociação perde eixo. O conflito deixa de ser sobre avanço e passa a ser sobre saída.
Água vira crise judicial
Como se não bastasse o cenário da greve, outro problema grave ganhou força. A Justiça determinou que o Município e a SEMASA regularizem, em até cinco dias, o fornecimento de água em Navegantes após atuação do Ministério Público.
Serviço essencial em colapso
A decisão expõe uma falha estrutural. Não se trata de episódio isolado, mas de um problema recorrente que já se arrasta há mais de um ano, afetando diretamente a rotina e a dignidade da população.
Estado reage, mas atrasado
Mais uma vez, a solução vem por imposição judicial. O serviço falha, a população sofre, e o sistema reage apenas quando provocado. O padrão se repete.
Conta pode chegar
Além da obrigação de regularizar o abastecimento, há previsão de multa diária, possível ressarcimento aos consumidores e indenização por danos coletivos. O custo da ineficiência tende a recair sobre o próprio sistema público.
Pressão em duas frentes
Greve de um lado, crise no abastecimento do outro. O cenário deixa de ser pontual e passa a ser estrutural. E, quando problemas essenciais se acumulam, a cobrança deixa de ser política, e passa a ser direta.
CPI confirmada
O deputado Ivan Naatz conseguiu as 14 assinaturas necessárias e a CPI dos cartórios em Santa Catarina vai sair do papel. O tema agora deixa de ser debate e passa a ser investigação.

Valores sob pressão
A apuração mira aumentos que chegam a 349% em alguns serviços. Percentuais que colocam em dúvida a proporcionalidade entre o valor cobrado e o serviço prestado.
Mercado bilionário
Os cartórios movimentaram cerca de R$ 1,23 bilhão no Estado em 2023. Um setor que, além de obrigatório, opera com pouca contestação prática.
Serviço sem escolha
Diferente de outros serviços, o cidadão não pode optar. Precisa pagar. E é justamente isso que aumenta a cobrança por transparência.
O que está em jogo
A CPI não discute apenas números. Coloca em xeque um modelo. E quando um sistema começa a ser questionado dessa forma, dificilmente sai igual.
Cobrança sem entrega
Relatos envolvendo a Unimed, como o do jornalista Vanio Bossle, reforçam uma percepção crescente. O cliente paga todo mês, mas na hora de usar, enfrenta barreiras.

Burocracia como desgaste
Exames simples entram em “análise”, pedidos são postergados e o desgaste aumenta. O sistema, na prática, acaba desestimulando o uso do próprio serviço.
Quem mais precisa, mais sofre
Relatos indicam maior dificuldade para idosos e usuários de planos antigos. Quem mais depende do sistema acaba sendo quem mais enfrenta obstáculos.
Conta não atrasa
O pagamento é automático. O atendimento, não. E esse desequilíbrio é o que mais revolta o consumidor.
Vandalismo não é brincadeira
No C.E.M. Profª Badia de Faria, em Navegantes, um jovem invadiu o ginásio com uma motocicleta e destruiu patrimônio usado por crianças. Não é “brincadeira”. É desrespeito com a escola e com toda a comunidade.
Falta de noção e consequência
Enquanto muita gente trabalha e cuida da cidade, outros escolhem destruir. Se tivesse a mesma disposição para produzir, nem que fosse capinando um lote, a realidade seria outra. Patrimônio público é de todos. Quem danifica, precisa responder!
Vereador ou jornalista?
O vereador Gabriel tem atuado com postura que lembra mais a de comunicador do que a de legislador. Presente no debate público, levanta temas e pauta discussões que ganham repercussão rápida.
Tarifa zero volta ao radar
Em 2023, o vereador colocou em pauta a proposta de gratuidade no transporte coletivo. A ideia não avançou naquele momento, mas volta a ganhar espaço agora, justamente em meio ao novo processo de concessão. Timing político que pode recolocar o tema no centro do debate.


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