Caminhoneiros ameaçam paralisação em Navegantes
Categoria pede suspensão de decretos que limitam circulação e estacionamento de caminhões e cobra diálogo com a prefeitura.
Divulgação - Prefeitura de Navegantes
Caminhoneiros que atuam em Navegantes alertaram para a possibilidade de paralisação das atividades a partir do dia 1º de abril. A mobilização pode ocorrer caso o município não suspenda decretos que regulamentam a circulação e o estacionamento de caminhões de contêineres na cidade.
As normas criaram uma rota obrigatória para os veículos de carga em 15 ruas do município e também proibiram o estacionamento em diversas vias públicas, determinando que as empresas mantenham locais próprios para parada dos caminhões.
O aviso foi feito na quarta-feira pelo presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira. Segundo ele, a entidade protocolou nos gabinetes do prefeito Liba Fronza e do vice-prefeito Ricardo Ventura pedidos para suspender os decretos municipais 618 e 72, ambos de 2026.
De acordo com o sindicato, a intenção é interromper temporariamente as medidas para abrir espaço para diálogo e buscar uma solução que atenda às necessidades da categoria. A entidade afirma que as novas regras têm gerado dificuldades para a atividade do transporte rodoviário de cargas, especialmente para caminhoneiros autônomos.
Em comunicado público, o Sinditac informou que, sem avanços nas negociações, existe a possibilidade de paralisação a partir de 1º de abril. As novas regras devem começar a ser fiscalizadas no mesmo período.
O sindicato também alega que não foram apresentados estudos técnicos, econômicos ou sociais que indiquem os impactos da nova rota para caminhões no transporte da região. Outro ponto de crítica é a proibição de estacionamento nas vias públicas sem a apresentação de alternativas como pátios ou áreas de apoio para espera dos veículos.
Segundo a entidade, as restrições atingem diretamente centenas de trabalhadores e empresas e envolvem cerca de dois mil caminhões. Dados baseados em registros da Agência Nacional de Transportes Terrestres apontam que Navegantes possui 962 caminhoneiros autônomos, 254 transportadoras e uma cooperativa de transporte.
Para o sindicato, uma eventual paralisação pode provocar impactos no Porto de Navegantes, além de afetar armadores, terminais retroportuários e a cadeia logística da região.

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