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Navegantes,20/03/2026

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Greve nacional e decreto geram debate em Navegantes

Paralisação dos caminhoneiros e novas regras de circulação na cidade movimentam a semana e levantam dúvidas na população.


Greve nacional e decreto geram debate em Navegantes


A semana foi marcada por dois temas distintos que envolvem a categoria dos caminhoneiros e impactam diretamente Navegantes: a paralisação nacional iniciada na quinta-feira, 19 de março, e o decreto municipal que estabelece novas regras para a circulação de caminhões na cidade.

Apesar de tratarem de assuntos diferentes, os dois temas acabaram gerando confusão entre moradores e profissionais do setor.

Greve nacional tem como foco diesel e frete

A paralisação nacional dos caminhoneiros teve início na quinta-feira (19) e é motivada, segundo representantes da categoria, pela insatisfação com o preço do diesel e pela falta de atualização na tabela de frete.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Navegantes e região, Vanderlei de Oliveira, o aumento no custo do combustível não foi acompanhado por reajustes no valor do frete, o que tem impactado diretamente os profissionais.

Segundo ele, há casos de motoristas que estão deixando de trabalhar porque o valor recebido não cobre os custos da atividade.

A mobilização ocorre de forma organizada em diferentes regiões do país. Em Itajaí e Navegantes, a paralisação foi programada para iniciar ao meio-dia de quinta-feira, sem bloqueio inicial de rodovias.

Ainda conforme o sindicato, não há previsão de duração da greve, que depende de medidas do governo federal relacionadas ao setor.

Decreto municipal trata de circulação de caminhões

Paralelamente à mobilização nacional, o município de Navegantes colocou em vigor o decreto nº 072/2026, que regulamenta a circulação de caminhões, especialmente os que transportam contêineres.

A medida estabelece rotas específicas para acesso ao porto e restringe a circulação fora desses trajetos.

Segundo Vanderlei, o decreto impacta diretamente caminhoneiros que vivem na cidade. Ele afirma que a medida limita o deslocamento dentro do município e dificulta atividades como entregas e acesso a estacionamentos.

O representante da categoria também afirma que não houve diálogo com os caminhoneiros antes da implantação das mudanças e defende a criação de um espaço adequado para estacionamento dos veículos.

Navetran afirma que houve diálogo e planejamento

A superintendente da Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito, Magalí Nunes Ignácio, apresentou outra versão sobre o processo de implantação do decreto.

Segundo ela, a definição das rotas não é recente e tem origem em um decreto de 2013, que já previa a organização do tráfego de caminhões na cidade. A atual gestão, de acordo com Magalí, realizou apenas ajustes para adequar as regras ao crescimento urbano.

A superintendente afirma que a Navetran promoveu diversas reuniões com representantes da categoria antes da implementação e que o tema foi discutido ao longo dos últimos meses.

Ela também destacou que o município realizou investimentos em sinalização viária para viabilizar a nova organização do trânsito.

Ainda conforme Magalí, o objetivo do decreto é reduzir impactos no dia a dia da população, como o fluxo intenso e o estacionamento irregular de caminhões em áreas residenciais.

Debate envolve infraestrutura e soluções

Outro ponto de divergência entre as partes está relacionado à criação de espaços para estacionamento de caminhões.

Enquanto o sindicato defende a necessidade de um pátio para atender os profissionais locais, a Navetran afirma que a implantação de estruturas desse tipo exige estudos técnicos e, em muitos casos, ocorre por meio de concessões ou parcerias com a iniciativa privada.

A superintendência também destaca que o município tem como responsabilidade organizar o trânsito urbano, mas não pode assumir diretamente custos da operação logística.

Possibilidade de novas reuniões

Diante das divergências, há expectativa de novas reuniões entre representantes da categoria, Prefeitura e setor portuário para discutir alternativas.

A administração municipal sinalizou a possibilidade de diálogo para avaliar soluções que atendam às demandas apresentadas, dentro dos limites legais.

Enquanto isso, os dois temas seguem em evidência e devem continuar impactando a rotina da cidade nos próximos dias.




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