Confira os destaques da Coluna da Drª Fabíola Vieira
O cartão de crédito, o empréstimo para pagar outra dívida, o limite do banco usado para comprar o básico da casa. Para muitas famílias, essa realidade não é exceção, é parte da rotina. É o chamado superendividamento: quando a pessoa não consegue pagar suas dívidas sem comprometer o próprio sustento.
Embora o problema atinja qualquer pessoa, ele tem afetado de forma especial as mulheres chefes de família, as responsáveis pelo lar que, muitas vezes, precisam equilibrar despesas mesmo diante de uma renda insuficiente.
Em cidades como Navegantes, onde muitas mulheres sustentam seus lares sozinhas, não é raro ver o orçamento ser consumido por parcelas, juros e renegociações que parecem não ter fim. O resultado é um ciclo de endividamento que traz não apenas dificuldades financeiras, mas também ansiedade, estresse e insegurança.
O que pouca gente sabe é que existe a Lei do Superendividamento proteger o consumidor superendividado que busca garantir condições para que a pessoa renegocie suas dívidas de forma justa, preservando um valor mínimo para sua sobrevivência e a de sua família.
É importante destacar que a lei não apaga dívidas nem incentiva a inadimplência. O objetivo é permitir que o consumidor consiga reorganizar sua vida financeira sem perder sua dignidade.
Pedir ajuda não é sinal de fracasso. Quando as contas deixam de caber no orçamento, buscar orientação pode ser o primeiro passo para recuperar o controle da vida financeira e recomeçar com mais segurança.

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