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Navegantes,28/07/2026

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Nascidos para voar!

Nascidos para voar!

Que amor é este que aprisiona e te coloca em uma gaiola? Que amor é este que lhe priva da natureza? Que amor é este que aniquila um dom divino presente na essência dos pássaros que é a liberdade?

Não é amor querer um canto só para ti, é egoísmo.

Não é amor prender pássaro em gaiola, é maus tratos.

Não é amor comercializar os animais como se fossem coisas, é descaso.

O olhar... falta o olhar... aquele olhar de ver, de enxergar... de perceber que um pássaro em gaiola chora, é triste, é solitário... que não há como ser feliz sem olhar o céu e poder bater asas. Asas... muitas cortadas, mutiladas. Céu, escondido, muitas vezes. Sol, ou sumido, ou constante... Comida, quando tem, é a única amiga... esta é a vida do pássaro engaiolado.

Muitas pessoas se comprazem com seus pássaros, compram em agropecuárias, tornam-se criadouros e vendem seus “amores” a troco de alguns reais. Será que tais pessoas nunca perceberam que um passarinho solto pode ser o melhor amigo? Será que se libertarmos os pássaros e plantarmos árvores eles não vêm?

Observar os pássaros, aprender sobre suas diferenças e semelhanças... sobre o canto, as plumagens, como é incrível... por que não observar e cuidar sem judiar e maltratar?

As desculpas são muitas para continuar aprisionando... uma prisão perpétua de uma vítima inocente. O canto não é de alegria, o canto angustia.

Poucos pássaros ainda se desbravam próximos aos humanos, pois não há animal mais traiçoeiro... sim, humanos são traiçoeiros e quando se aproximam... arapuca... gaiola... tristeza.

A legislação brasileira ainda não veda a comercialização de animais, proíbe a captura, mas autoriza a criação e a comercialização de dezenas de espécies da fauna nativa nascidas em cativeiro e de espécies exóticas. 

O Projeto de Lei 3264/15 da deputada Shéridan (PSDB-RR) proíbe a criação de aves nativas, exóticas e em cativeiro em todo o País, com exceção de criação para fins de conservação da espécie. A pena prevista para quem descumprir a legislação é de detenção de seis meses a um ano, além de multa. Ainda há muito o que se discutir a respeito do projeto, pois a proposta foi remetida para análise da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Diante deste contexto a certeza é uma só: Enquanto o animal humano não entender que o animal não humano não deve ser submetido aos prazeres e caprichos do homem, ainda haverá gaiolas e maus tratos.

Libertemos nossas mentes, nossos corações, nossos pássaros.

Vivamos a natureza e o amor verdadeiro!

Espero ter contribuído para seus conhecimentos.

Animastê!

(Conteúdo já publicado no portal ClicNavegantes)

Ana Selma Moreira

Doutora em Ciência Jurídica

Advogada, professora universitária e ativista na causa animal



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